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22 de Agosto de 2019

6 exemplos de Vendas Casadas que você já pode ter sido vítima!

Pedro Henrique Lisbôa Prado, Advogado
há 3 anos

Infelizmente a Venda Casada é uma prática comum que vem lesando os consumidores diante dos fornecedores há algum tempo. Esse instituto é caracterizado quando o consumidor objetiva a compra de um produto ou a contratação de um serviço e acaba sendo induzido (muitas vezes obrigado) a levar outro bem indesejável no “pacote”.

6 exemplos de Vendas Casadas que voc j pode ter sido vtima

Essa atividade prejudica muitas pessoas por conta da inexperiência e da ausência de informação sobre os direitos consumeristas. O art. 39 do Código de Defesa do Consumidor (CDC) cita algumas abusividades praticadas pelos fornecedores e a Venda Casada é trazida no inciso I deste artigo, afirmando que: “é a prática comercial em que o fornecedor condiciona a venda de um produto ou serviço, à aquisição de outro produto ou serviço”

Por isso, veja 6 situações em que fica caracterizada a venda casada e descubra se você já foi prejudicado por esta abusividade:

1 - Aquisição de pipoca em cinema

Você já deve ter se deparado com o aviso do funcionário do cinema sobre a proibição de entrar com alimentos vindos de fora do estabelecimento cinematográfico, dessa forma, caso você deseje consumir algum alimento durante a sessão terá que adquirir nos guichês do próprio estabelecimento, local que na maioria das vezes pratica um valor acima do mercado.

Essa prática foi considerada ilegal por decisão do STJ, que entendeu que o consumidor tem livre direito de escolha podendo optar por qualquer serviço de acordo com a qualidade e preços praticados.

2- Concessionária que obriga a contratação de seguro do próprio estabelecimento

Outra forma de venda casada ocorre quando o cliente compra um veículo em uma concessionária e é induzido pelo vendedor a adquirir o seguro do próprio estabelecimento ou de conveniado, sob alegações de que o veículo ficará disponível mais rápido ou protegido nas mais diversas situações, quando, na verdade, o consumidor deve analisar o melhor custo-benefício para a sua situação, devendo escolher entre as mais variadas seguradoras sem nenhum ônus por isso.

3- Salão de festas que condicionam a contratação do Buffet próprio

Essa situação já aconteceu com diversos consumidores que organizaram aniversários, casamentos ou formaturas. Muitos salões de festa associam o aluguel do espaço para eventos ao buffet do próprio local, todavia, tal prática é vedada pelo CDC, que determina a liberdade de escolha do consumidor, podendo, portanto, organizar o seu evento com os fornecedores que bem entender, não tendo que sujeitar-se à imposição do salão de festas.

4 - Solicitação de cartão de crédito que vem com outros produtos

Tratei deste tema no artigo “5 Direitos do Consumidor em Bancos”, e este é talvez um dos exemplos mais recorrentes de vendas casadas. O consumidor ingressa no estabelecimento bancário com a intenção de abrir uma conta corrente, no entanto, acaba saindo do local com a conta corrente ativa mais um seguro de vida, um título de capitalização, um cheque especial alto e um cartão de crédito com limite considerável, além de outros produtos bancários, demonstrando total abusividade do fornecedor que adiciona serviços indesejáveis ao produto pretendido pelo cliente.

5- Lanches infantis com brinquedos

As redes de lanchonete costumam comercializar produtos que tem como público-alvo as crianças, atrelando a venda do lanche infantil ao recebimento de um brinquedo que chama a atenção dos pequenos, porém, os Tribunais Superiores já emitiram decisões condenando tal prática, afirmando que a venda do lanche atrelado ao brinquedo fere o CDC, caracterizando mais uma situação de venda casada.

Alguns Estados já desenvolveram leis que determinam a venda do brinquedo de forma separada nas lanchonetes, porém o embate ainda persiste nos Tribunais.

6- Consumação Mínima

Também já comentei sobre este assunto, desta vez no artigo “5 Direitos do Consumidor em bares e restaurantes”, onde fica clara a arbitrariedade do estabelecimento comercial e a ilegalidade da exigência de um valor pelo ingresso no local atrelada a determinação de um limite mínimo de quanto o consumidor deve gastar neste espaço mesmo sem que este objetive tal consumação.

Em todos os casos o Consumidor deve procurar um Advogado para poder ser orientado sobre as medidas jurídicas cabíveis e procurar os órgãos de proteção ao consumidor, como o PROCON de seu estado, para que o estabelecimento comercial possa ser notificado pelo descumprimento à norma consumerista.

195 Comentários

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Qual escopo de uma lanchonete? Lanches. Brinquedo é brinde. Não vejo como isto seja venda casada. A menos que se obrigue a vender separadamente o pão, o hambúrguer, o alface, o tomate...

Diferente seria se obrigasse a comprar o brinde ou prometesse um lanche mais rápido, que não é o caso. continuar lendo

Eduardo, Bom dia!!

A discussão é válida. A questão é que o na prática o valor do brinquedo está embutido no preço total do lanche, ele não é fornecido como "brinde", tanto é que se você optar por comprar os produtos de forma separada (hambúrguer, batata frita e refrigerante) irá sair mais barato do que o "combo" que inclui o brinquedo. continuar lendo

Pedro, isto chama-se negócios.

Claro que se comprar os produtos separados sairá mais barato que o total individual e isto é absolutamente normal em qualquer negociação. Claro que o valor do brinquedo está incluso na margem, ou não faria sentido econômico oferecer algo mais caro que a margem de lucro. Isto levaria à falência da lanchonete. Claro que se tiver que vender separado, irá cobrar os olhos da cara pelo brinquedo - afinal, é um estoque fora do escopo de negócios da empresa -. O Estado resolveu meter o bedelho pois muitos pais, que são incompetentes, ao invés de dizer "não vou comprar McLanche feliz pois não é saudável", cediam aos apelos dos pequenos tiranos e resolveram apelar à mão pesada do Estado.

Menos intervenção estatal e mais liberdade de escolha. continuar lendo

Se vc comprar um MC lanche feliz pode observar na nota que o brinquedo custa R$5,50, ou seja, venda casada. continuar lendo

Se dá brinde é assédio às crianças, que é uma empresa capitalista e não sei o que mais - os pais, que deveriam ser os responsáveis não tem competência para dizer NÃO ao filho sem precisar do papai Estado -.

Se tem opção de compra e ainda dá de graça mas coloca na Nota Fiscal, a pessoa reclama dizendo que é venda casada por constar na Nota Fiscal (como se fosse possível, ainda que de graça, não constar em uma Nota Fiscal).

Acho que o ideal no Brasil é não dar nada. Vende o produto e pronto. Agradar consumidor que nada... O tiro sai pela culatra aqui até na hora de bajular cliente. continuar lendo

Me parece que no Brasil as pessoas querem a liberdade americana mas com o controle estatal da Coréia do Norte. continuar lendo

Caro Eduardo, não é uma questão de achar ou não, agora é uma questão de ser, além de venda abusiva, também casada. Este assunto foi objeto de ação pelo Ministério Público e foi decidido que os brinquedos devem ser vendidos separadamente por diversos motivos, e o principal deles é que faz parte de um combo, ou seja, para levar o brinquedo precisa comprar lanche, batata e refrigerante. Tratando-se de apelo para crianças, que também são protegidas por regras de propaganda, os pais são obrigados a levar tudo apenas pelo brinquedo, que acaba sendo o objeto principal da compra. Por isso, e tendo em vista que o brinquedo é o carro chefe da compra, ficou decidido que deve ser vendido separadamente para não obrigar os pais a comprar lanches que não querem.
Muitas vezes é difícil entender mesmo, mas não podemos simplesmente deduzir da forma como queremos, uma coisa é anunciar um brinquedo a criança e obrigar à compra do lanche, outra é colocar essa questão de desmembrar um lanche, que nada tem a ver com a assunto. E não é a mesma coisa. continuar lendo

Para não configurar venda casada, a lanchonete deveria dar a opção de comprar apenas o brinquedo pelos R$ 5,50! continuar lendo

"Caro Eduardo, não é uma questão de achar ou não, agora é uma questão de ser, além de venda abusiva, também casada."
-> Vamos debater se é casada ou não? Vamos.

"Este assunto foi objeto de ação pelo Ministério Público"
-> OK, foi decidido pelo MP. E daí? Não é passível de questionamento? Decisão cumpre-se, claro. Mas quem disse que não podemos questioná-la? E não estou propondo o descumprimento, apenas debatendo a validade, legalidade e lógica da decisão.

"e foi decidido que os brinquedos devem ser vendidos separadamente por diversos motivos, e o principal deles é que faz parte de um combo, ou seja, para levar o brinquedo precisa comprar lanche, batata e refrigerante."
-> Qual o escopo de negócios da lanchonete? Brinquedo ou lanche? Creio, seja o lanche. Obrigar a vender brinquedo que seria cedido de graça na compra de um produto da lanchonete me parece ser, quando menos, arbitrário. Por princípio, se fosse dado um carro a cada lanche, a lanchonete seria transformada em uma concessionária. "Ah, mas nunca vão dar um carro para cada lanche, você está exagerando." Como disse, uma questão de princípio e a decisão seria válida também neste caso não é? Ou só quando atinge crianças? E se fosse um brinque de alto custo voltado para crianças?

"Tratando-se de apelo para crianças, que também são protegidas por regras de propaganda, os pais são obrigados a levar tudo apenas pelo brinquedo, que acaba sendo o objeto principal da compra. Por isso, e tendo em vista que o brinquedo é o carro chefe da compra, ficou decidido que deve ser vendido separadamente para não obrigar os pais a comprar lanches que não querem."
-> Claro que o apelo é a criança. Não há mal nenhum nisto. Vá a um mercado e veja onde os produtos infantis estão: na altura dos olhos das crianças e não vejo NINGUÉM brigando com os mercados para tirarem os produtos infantis dali. Os pais podem desligar a TV, desligar o rádio e tal. No final das contas não é de proteção a criança que estamos falando e sim da incompetência dos pais, pois no final, a decisão se vai ou não ter compra é dos pais e não das crianças. Se os pais não tem competência para dizer "Não" a culpa não é da loja, mas dos pais. Qual dificuldade dos pais em dizer "Não vou levar o brinquedo pois não vou comprar o lanche para você."? Sério, qual a dificuldade?

"Muitas vezes é difícil entender mesmo, mas não podemos simplesmente deduzir da forma como queremos, uma coisa é anunciar um brinquedo a criança e obrigar à compra do lanche, outra é colocar essa questão de desmembrar um lanche, que nada tem a ver com a assunto. E não é a mesma coisa."
-> Claro que tem. Porque não citar cada produto na NF e o valor separado? O brinquedo é citado na NF por uma questão tributária e isto não muda o óbvio: Quem é responsável pela decisão de compra: a criança que não tem trabalho e nem dinheiro ou dos pais? Não é questão de ser fácil ou difícil entender. É uma questão de quem é o responsável pela decisão.

Os pais NÃO são obrigados a levar o lanche por conta do brinquedo. São obrigados a comprar para que a criança pare de encher o saco e para que os pais não precisem fazer o trabalho deles, que é dizer "não" quando necessário. E isto, para mim, é o pior de tudo. continuar lendo

Primeiro, estude um pouco a respeito do significado de venda casada para depois vir aqui discutir sobre isto.
É evidente está prática na venda de lanches com brinquedo e, para que não seja considerada venda casada, basta a simples possibilidade de venda separada dos dois. Não vejo qual a sua indignação quanto a isso. continuar lendo

Pode até parecer justo olhando a situação em si. Tudo bem eu querer comprar só o brinquedo.
Só que na prática não adianta nada, o brinquedo sozinho custa uns R$2,00 a menos que o lanche completo.
A intervenção do Estado é grande, mas nesse caso não chega ao absurdo de obrigarem a criar vaga de estacionamento para deficientes e idosos. Se o estabelecimento quiser ele põe, afinal a diferenciação é uma estratégia poderosa. continuar lendo

Caro Eduardo, boa tarde!

A união de pão, hambúrguer, alface e tomate criam um produto novo, o sanduíche. Estes ingredientes reunidos e comercializados desta forma não configura venda casada. Já a reunião de produtos isolados em um pacote e que impossibilite a compra destes de forma separada é sim venda casada, ainda mais quando a empresa que o comercializa detém a exclusividade sobre este produto como é o caso de "brindes" de lanchonetes.

Além do mais, a intervenção estatal surge justamente para coibir abusos que já existiam antes da edição da lei, ou seja, o mercado totalmente livre não se sustenta de forma justa, fazendo-se necessária a intervenção do Estado através do seu poder legislativo para garantir igualdade negocial entre consumidores e fornecedores.

Temos que tomar muito cuidado com o atual momento político, pois vejo que surgem desta celeuma pensamentos muito arraigados em ideias liberalistas ao extremo. Note que o Estado deve atuar regulando a economia sim, pois é evidente que o mercado não é capaz de se sustentar sem este - vide crise norte-americana de 2008/2009 - já que sempre que a corda arrebenta é nele que o mercado pede socorro. Não estou aqui dizendo que o Estado deve ser o controlador de tudo, ou intervir diretamente na atividade privada, mas há que se ter um regramento mínimo para garantia de igualdade entre os contratantes, bem como para evitar abusos e atos irresponsáveis que são praticados pelos particulares quando há a omissão do Estado. continuar lendo

Prezado Eduardo R, e demais interessados,
Desculpem, desde já, o meu texto, mas estou em convalescência oncológica, e com uso continuado de opiáceos.
Enfim, apesar de desconhecer o contrato social e os CNAE das franquias McDonald’s, eu NÃO creio que haja registro do objetivo social de vendas de brinquedos, nem mesmo da atividade de comércio varejista de brinquedos e artigos recreativos, CNAE 4763/6-01. Até onde eu tenho conhecimento, as pessoas jurídicas com raiz de CNPJ nº 01.422.664 (CEJASA) mantêm, apenas, o CNAE 5611/2-03, Lanchonetes, casas de chá, de sucos e similares.
Portanto, se não há objetivo social nem atividade econômica nas referidas franquias para a venda do brinquedo, quando estas praticam a venda do brinquedo, DE FORMA CASADA, com o McLanche Feliz, estas franquias burlam a constituição e a personalidade da pessoa jurídica. Assim sendo, tal prática é ilícita, e NÃO merece prosperar, nos termos do Art. 50, e Art. 981 ao Art. 983 da Lei nº 10.406/2002.
Além disso, DECISÃO JUDICIAL NÃO SE DISCUTE, APENAS, SE CUMPRE. Destarte, de acordo com a jurisprudência mansa e pacífica do STF e do STJ, a venda casada do brinquedo e do McLanche Feliz é incompatível com as decisões judiciais. continuar lendo

Na minha humilde opinião, os três estão errados: os pais, o Estado e a lanchonete.

Os pais porque quanto mais o tempo passa, menos querer cuidar dos filhos, menos querem participar ativamente da vida dos filhos, menos querem passar por aborrecimentos e por isso acabam cedendo quase tudo o que os filhos querem, e isso gera uma juventude extramente mimada, o que não é bom. Só pra comparar, quando eu era criança eu também já ganhei estes lanches com brinquedos (e tenho certeza que muitos dos leitores também), mas se eu ficasse insistindo muito para que meus pais comprassem, tomava palmadas, gritos e etc, e isso não me fez ter problemas psicológicos, sofrimento excessivo ou qualquer coisa parecida, pelo contrário, me fez crescer e aprender que nem tudo o que queremos podemos ter.

O Estado que vive se metendo em toda e qualquer relação, ferindo, por vezes, o princípio da Intervenção Mínima (obviamente cabe muita discussão, mas todos sabem que o Estado está cada vez mais invadindo a privacidade das famílias, dizendo o que fazer e o que não fazer, e para mim o fim da picada foi a"Lei da Palmada"- Lei 13.010/14. Quem ainda não a leu, pesquise, é bem pequena).

A lanchonete também, pois realmente encarece demais os lanches e fazem com que os pais sejam obrigados a comprarem para poder adquirir o brinquedo, de modo que a única opção para a aquisição do brinquedo fosse na compra do lanche, logo, com isso, fica evidente mesmo o abuso - venda casada.

Mas acredito que não podemos observar de forma tão restrita, devemos observar quando que esta discussão ganhou força e porque.

Para mim, o que de fato está acontecendo - e todos sabem - é que a inflação voltou com força total, nossos tributos são extremamente altos e os pais estão sem dinheiro para comprar estes lanches com os brinquedos, isso tudo somado à vontade incessante do Estado em intervir nas relações particulares e à falta de firmeza de muitos pais para com a educação de seus filhos, além da sede por dinheiro dessas lanchonetes.

Só para comparação, no fim dos anos 90 e começo dos anos 2000, o valor do combo deste lanche não chegava a R$10,00, e com R$10,00 conseguíamos fazer muitas coisas, já hoje, com R$30,00 a gente mal almoça - e todos sabem que é assim.

Enfim, em relação à venda casada - foco principal do artigo, em especial os brinquedos de lanchonete - acredito que é um pouco de exagero, pois sempre foi assim, mas para acabar com a discussão - independentemente da posição de cada um - bastaria ter a opção de comprar o brinquedo de forma separada OU o combo com o lanche + brinquedo, e também cabe aos pais dizer não quando necessário. E repito, essa discussão somente existe devido aos altos preços praticados no Brasil, e se atualmente fosse tão acessível quanto antigamente, sequer haveria tal discussão.

E já até prevejo o que vai acabar acontecendo, vão acabar proibindo a venda destes combos no Brasil por ser considerado venda casada, os brinquedos serão vendidos somente separadamente e a um preço absurdo, e os pais que não sabem dizer não aos filhos vão acabar pagando mais caro ainda do que pagam atualmente, pois serão "obrigados pelos filhos" a comprar o lanche, o refrigerante, a batata e o brinquedo, todos muito mais caros do que se fosse no combo. continuar lendo

Meu senhor (a) o preço do brinquedo está embutido no preço ou na qualidade da carne que na empolgação do brinquedo muitas crianças ou pais não veem.
Sou enfermeira e já recebi várias crianças passando mal e os pais colocam a culpa no organismo da criança que não se deu bem com o hambúrguer. Colesterol , gorduras saturadas, veneno para tirar o gosto da carne estragada . Tudo isso é incluso nos alimentos que os pais por causa de um brinquedo vão matando os filhos. continuar lendo

Thelma, por causa dos brinquedos? Sério mesmo? Vou repetir a pergunta que fiz outras vezes e ninguém me respondeu: onde está a autoridade dos pais em dizer "não vou comprar"?

É muito comodismo transferir a responsabilidade para a lanchonete ao invés de dizer "não" para o filho. continuar lendo

Eduardo R., bom dia!

Não houve transferência da responsabilidade dos pais dizerem "não" a seus filhos, o que ocorreu foi a obrigação da lanchonete vender referidos produtos de maneira a não caracterizar venda casada. Aliás, não são só as crianças que compram lanches por causa do "brinde", pois conheço muitos adultos que gostam de colecionar lembrancinhas como estas.

A questão não é autoridade dos pais ou não, pois o tema da discussão é venda casada e não publicidade infantil, o que daria um ótimo tema de discussão, já que realmente vejo um intervencionismo exagerado na conduta de proibir campanhas publicitárias voltadas a este nicho. O mercado tem que ser regulado para não realizar atos que violem a igualdade contratual, mas não deve haver exageros por parte do Estado.

Entretanto, voltando ao tema central da discussão, as pessoas não podem ser obrigadas a levar um "pacote" de produtos quando deseja apenas um dos produtos que o compõem, pois seria o mesmo que chegar ao supermercado e só poder comprar arroz se levar junto o feijão e isso não seria nada saudável aos consumidores.

O Estado deve coibir condutas irregulares por meio da edição de leis que protejam o consumidor, pois veja o exemplo das operadoras de telefonia que aos 45 minutos do segundo tempo vão mudar as regras de fornecimento de internet, implantando limites de download e fazendo com que os pacotes que atendam as necessidades dos usuários sejam mais caros do que atualmente, e isso com o aval da ANATEL, que não regulou a atividade como deveria, fazendo com que tenhamos que nos socorrer do judiciário para tentar, apenas tentar, coibir este abuso, pois não há impedimento legal, seja por regulamentação da agência ou por edição de lei pelo poder legislativo, que proíba as empresas de cometerem esse absurdo.

O alto poder econômico das empresas de telefonia, bem como o aparente cartel que elas formam, faz com que tenhamos uma relação totalmente desigual com estas, tendo o consumidor que aceitar as regras que elas impõem, já não bastasse o alto valor que elas cobram em nosso país. O Estado deve intervir para evitar abusos como estes, pois até eu faria o mesmo que as empresas fazem se estivesse nas mesmas condições de liberdade delas. continuar lendo

Eduardo R.,

Não houve transferência da responsabilidade dos pais dizerem "não" a seus filhos, o que ocorreu foi a obrigação da lanchonete vender referidos produtos de maneira a não caracterizar venda casada. Aliás, não é só as crianças que compram lanches por causa do "brinde", pois conheço muitos adultos que gostam de colecionar lembrancinhas como estas.

A questão não é autoridade dos pais ou não, pois o tema da discussão é venda casada e não publicidade infantil, o que daria um ótimo tema de discussão, já que realmente vejo um intervencionismo exagerado na conduta de proibir campanhas publicitárias voltadas a este nicho. O mercado tem que ser regulado para não realizar atos que violem a igualdade.

As pessoas não podem ser obrigadas a levar um "pacote" de produtos quando não deseja todos eles, pois seria o mesmo que chegar ao supermercado e só poder comprar arroz se levar junto o feijão, e isso não seria nada saudável aos consumidores, mas seria muito praticado pelo mercado se pudesse. Veja o exemplo das operadoras de telecomunicações, que aos 45 minutos do segundo tempo vão mudar as regras de fornecimento de internet, implantando limites de download e fazendo com que os pacotes que atendam as necessidades dos usuários sejam mais caros, e isso com o aval da ANATEL, que não regulou a atividade como deveria, fazendo com que tenhamos que nos socorrer do judiciário para tentar, apenas tentar, coibir este abuso, pois não há impedimento legal para que as empresas cometam esse absurdo.

O alto poder econômico das empresas de telefonia, bem como o aparente cartel que elas formam, faz com que tenhamos uma relação totalmente desigual com estas, tendo o consumidor que aceitar as regras que elas impõem, já não bastasse o alto custo que elas representam em nosso país. O Estado deve intervir para evitar abusos como estes, pois até eu faria o mesmo que as empresas fazem se estivesse nas mesmas condições delas. continuar lendo

parei de ler na parte em que compara carro chefe com com carro/concessionaria...cara não sabe nem o que ta falando continuar lendo

Nossa como esse Eduardo é ignorante. Não sabe o que é venda casada e quer vir discutir isso aqui, sério??? continuar lendo

A lei é clara. O brinquedo é um produto vendido pelo estabelecimento. E este produto (brinquedo), não pode ser vendido condicionado a compra de um lanche do mesmo estabelecimento. Ao fazer isso, o estabelecimento pratica venda casada. É simples. Não entendo como o pessoal filosofa tanto em algo tão banal. continuar lendo

Excelente artigo! Faltou apenas constar uma conduta recorrente de redes hoteleiras: a proibição de consumo de produtos diversos dos oferecidos pelo hotel nos apartamentos e demais dependências do hotel. Ora, a compra de pernoites submete à presunção que haverá consumo, todos precisam ingerir alimentos, não permitir que o hospede entre com mercadoria externa e exercer os preços que são comumente exorbitantes configura a vedada prática explanada e deve ser também combatida, onde está a livre iniciativa? O combate dessas praticas deve se iniciar nos próprios consumidores em repudiarem tais práticas e se abster dos produtos oferecidos pelos praticantes dos referidos abusos, se não houver procura terão de se submeter a relações equânimes e justas. É uma batalha árdua, porém necessária, a se travar com o mercado que, por muitas vezes, se esquece da sua função social para enxergar apenas o lucro. continuar lendo

Parabéns, Dr. Pedro. Mais uma bela explanação. continuar lendo

Melhor que a postagem, foi a resposta ao neoliberal Eduardo R. O Código de Defesa do Consumidor alterou de maneira consistente a relação das empresas e seus públicos, com um conjunto de leis que protege juridicamente a parte mais fraca da relação, mas veja que ainda tem quem deponha contra e veja a peça jurídica como simples intervenção estatal na economia... continuar lendo

Simples intervenção? O curioso é que onde há MENOR intervenção estatal é onde temos os MELHORES produtos. Veja a internet, a telefonia, os veículos, os bancos... Áreas extremamente reguladas e os produtos caros.

Se ao invés de intervir, facilitasse a concorrência o país seria outro. continuar lendo

Eduardo R, o seu desejo de fazer valer a tese neoliberal é tamanha que você comete o descalabro de dizer que os serviços prestados pelas concessionárias de telefonia, internet, além dos bancos, são bons serviços. Faça-me o favor, meu caro! São empresas no topo de reclamações do PROCON, Idec, Proteste, JECs... continuar lendo

Alex, pelo que eu entendi ele disse o contrário. Que esses serviços são extremamente regulamentados e ainda assim são péssimos. continuar lendo

Cristiano Dias, analisando assim você tem razão, entretanto, tais serviços no Brasil estão na mão da iniciativa privada e o que começou a se discutir foi a intervenção do Estado na prestação de serviços. Pela tese (já derrubada até mesmo por organismos multilaterais), quanto menor a intervenção do Estado, ou também chamado de Estado Mínimo, melhores são os fatores econômicos daquele país, tese que não se sustenta. continuar lendo